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O que é o Vinho do Porto?

Escrito em 13 de Ago. de 2020

O que é o Vinho do Porto?

Um dos vinhos mais únicos do mundo é produzido em Portugal e mais concretamente na Região Demarcada do Douro. A produção de Vinho do Porto tem já quase 400 anos e ultrapassou grandes desafios ao longo dos tempos... e talvez esse seja o motivo peço qual se tornou tão singular nos dias de hoje.

A Kopke, reclama para si, o título de "a empresa mais antiga de vinho do porto", tendo sido fundada por uma família alemã em 1638. Isto diz bem da antiguidade deste vinho português e da sua produção numa região que tem tanto de bonita como de difícil. A Região Demarcada do Douro surge pela primeira vez (ainda que diferente do que hoje em dia conhecemos) pelas mãos do Marquês de Pombal em 1756 com o objectivo de proteger a região e a qualidade e preço dos seus vinhos. Desde então, várias alterações foram feitas, ora por questões comerciais, ora por questões de saúde das vinhas (exemplo da filoxera, uma doença da vinha que atingiu o Douro em meados de 1860 e que destruiu grande parte da produção à altura, mudando significativamente a cultura da vinha daí em diante).

Mas afinal, o que torna o Vinho do Porto único?

Essencialmente são dois os factores que respondem a esta questão. O local onde é produzido e a forma como é produzido!

O Vinho do Porto é, antes de mais, única e exclusivamente produzido na Região Demarcada do Douro. Existem várias "imitações" pelo mundo fora (port style), mas a verdade é que apenas o vinho produzido nesta região pode de forma legítima chamar-se Vinho do Porto.

Paralelamente, este é um vinho licoroso. Ou seja, é um vinho no qual é feita uma paragem da fermentação do mosto pela adição de aguardente vínica. Este processo permite que o vinho tenha um grau alcoólico mais elevado que os vinhos tranquilos, e que na maior parte dos casos tenha também uma elevada percentagem de açúcar. E porque é que isto acontece? Nós explicamos!

Percentagem de Açúcar

O Vinho do Porto chega a ter 130g/litro! Isto acontece sobretudo porque na fermentação (processo no qual o açúcar presente nas uvas é degradado e transformado em etanol), é adicionada aguardente vínica parando esse processo de degradação. Logo, o açúcar não se degrada e permanece no vinho.

Grau Alcoólico

Com a adição da aguardente vínica que contém cerca de 77% de álcool, o grau alcoólico do vinho dispara. O Vinho do Porto tem normalmente entre 19% e 22% vol..

 

Como se organiza o Vinho do Porto?


 


À semelhança do que acontece com os vinhos tranquilos, também o Vinho do Porto se divide em Branco, Rosé e Tinto - Embora o termo "tinto" não seja aplicado usualmente nesta categoria, pois os vinhos que provêem destas uvas, são divididos em Tawny e Ruby. Em quase todas as sub-categorias, o Vinho do Porto é um vinho de lote, isto é, mistura várias colheitas de vários anos em busca do blend perfeito. Abaixo iremos detalhar todas as especificidades destas sub-categorias.

1. PORTO BRANCO

É produzido a partir de castas de uvas brancas e normalmente envelhece em balseiros ou barricas de madeira. Este contacto com a madeira faz com que o vinho se torne mais escuro passando de um amarelo palha para um dourado ou até alaranjado nos vinhos mais velhos. Os lotes mais jovens estagiam em madeira cerca de 3 anos e os mais antigos podem atingir os 40 ou mais anos. São vinhos intensos e aromáticos com sabores que podem ser mel, citrinos ou frutos secos. A sua doçura varia, e pode ir desde um extra-seco (óptimo para porto tónico) a um muito doce (lágrima) que combina muito bem com doçaria conventual.

2. PORTO ROSÉ

É produzido a partir de uvas tintas e estagia igualmente em madeira. Normalmente este estágio acontece em balseiros (grandes recipientes de madeira) de forma a que o vinho tenha pouco contacto com a madeira mantendo assim o seu sabor a fruta vermelha (framboesa, cereja, morango, etc) e a sua vivacidade. É também bastante usado em receitas de porto tónico.

3. PORTO RUBY

São assim chamados precisamente pela sua cor ser parecida com a de um ruby. Feitos a partir de uvas tintas, são vinhos jovens, intensos no sabor e no aroma e cheios de corpo. Normalmente envelhecem entre 3 e 5 anos em madeira sendo depois engarrafados. São vinhos que por regra têm notas de fruta preta, chocolate e especiarias e por isso mesmo ligam bem com sobremesas de chocolate, frutos silvestre ou queijo da serra.

É aqui, nos Ruby que surge a primeira "excepção à regra"!

LBV | Late Bottled Vintage

Este é um vinho que é apenas de 1 ano/vindima. Não podem ser misturados vinhos de diferentes anos no lote, e o vinho é engarrafado 4 a 6 anos após a vindima, podendo depois envelhecer em garrafa por vários anos.

Vintage

É um vinho de um ano de qualidade excepcional e que só poderá ser declarado pelo IVDP (instituto que regula o Vinho do Porto). Só existem duas formas de um vinho atingir esta distinção - na primeira, o IVDP, pelas condições excepcionais de um ano na região (estado do tempo, qualidade das uvas, etc) decide declarar ano Vintage e todos os produtores podem produzir vinhos Vintage (após submissão à aprovação do IVDP); Na segunda, os produtores, por acreditarem que têm um vinho excepcional, submetem o mesmo à apreciação do IVDP e o instituto declara que aquele vinho em especifico (de uma única vindima e de uma única quinta) é Vintage. Um Vintage é normalmente engarrafado 2 anos após a vindima, podendo envelhecer em garrafa por décadas!

4. PORTO TAWNY

São também vinhos produzidos a partir de uvas tintas, mas que envelhecem normalmente de forma diferente dos ruby. Com carácter mais evoluído, mais rico e elegante, assumem cores mais alouradas ou âmbar (por vezes são até confundidos com brancos de muita idade). Os sabores são sobretudo a frutos secos, especiarias e tostado, provenientes do contacto próximo com a madeira, uma vez que na generalidade envelhecem entre 4 e mais de 40 anos em pequenas barricas de madeira favorecendo a oxigenação e a transferência de sabores entre o vinho e a própria madeira. Também aqui, existe uma "excepção".

Indicação Idade | 10, 20, 30, 40 ou mais anos

São vinhos que misturam vários lotes de vários anos e que tentam manter um determinado perfil. A indicação de idade reflecte o tempo médio de envelhecimento em madeira dos lotes usados no vinho.

Colheita

São vinhos que surgem de uma única vindima (à semelhança dos Vintage nos ruby). Estagiam em madeira por vários anos e após serem engarrafados estão prontos a consumir.

Para facilitar o resumo, partilhamos abaixo um esquema do website Wine Folly.

Para aprender um pouco mais, nada como provar estes magníficos vinhos! Existem várias garrafeiras espalhadas pelo país onde os pode adquirir facilmente. Pode ainda fazer um programa em família e visitar as várias caves de Vinho do Porto existentes na ribeira de Vila Nova de Gaia (Avenida Diogo Leite / Ramos Pinto) que quase sempre terminam as suas visitas com diferentes provas. Ou ainda, pode visitar o website do IVDP.

AUTOR DO ARTIGO: BLOG UM BOM VINHO


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